domingo, maio 06, 2007
Le Roi est mort!!! Et puis, rien...oú le recherché de quelques mots!!!
Na poesia....Anjos que não são anjos,voltam. A poesia é, só, uma linguagem que nunca existiu...A falácia de vender imagens escritas como apelos de sedução sem retorno....porque a poesia é o certo advento anunciado na inexistência de algo!
Não são relevantes, linguagens universais criadas em movimento...não é relevante clamar pelo anseio e desejo quando tanto foi, clamado sem demasiada convicção.
A poesia é uma imagem e expressão de vaidade...as musas eram tão sólidas como as formas da noite que se vão com a luz dos dias.
A poesia se é que ela existiu, era um conto onde um candidato a poeta fazia das palavras, tinta para os quadros que eram pintados em sua totalidade a branco.
As telas brancas, são como o convite para que os contrastes rasguem a sua pureza vazia.
A poesia é companheira dos poetas, que um dia desejam rasgar mais o que foi escrito, sem ser escrito, querer escrever novas palavras....E assim, nesse ponto, eu, um poeta de brancos deixo minhas páginas esperando que os contrastes e as musas, achem palavras em minhas páginas....
Agora elas, são inexistentes....agora elas, são buscas ansiosas que não sei serem o mérito que possa chegar neste silêncio....porque a poesia é um apelo que vêm da essência....e a essência não mais existe. A essência é tão igual ao olhar que procura algo e, nunca encontra...a essência é o brilho do olhar em que o tempo que se esvaviu, tornou baço.
A voz do Anjo Israfel é agora um solilóquio. Os djins do deserto estão mudos e onde havia música celeste, há espaço entre sons...há palavras que não podem ser proclamdas. Há palavras que se perderam e jamais virão....E aí é onde a poesia, acabou...E o poeta que nunca o foi, se rendeu á fotografia de uma última renúncia.
Não existem mais corpos, sem ser esses que vão do início ao fim das minhas quimeras....não existem mais corpos e juras de amor que habitem as minhas mémorias como lei de presença perene.
Não existe mais poesia que me leve ao calor...e o frio é sempre a certeza de ser as noites em que saio á procura, nas discussões com o destino, por respostas, ao que não vêm....
Onde andam braços, onde anda o olhar doce e aquele toque no rosto que devolve a forma que se julgou perdida?
Onde anda o carinho que as últimas 500 noites e a busca sufocante da felicidade, tornaram o pesadelo que só a indigêcia sabe explicar?
Onde andam as respostas que vêm, nos braços laçados na cintura e que trazem o corpo em falta como abraço que se faz eterno diante das muralhas velhas cidades?
Como amo!....como amo a memória das músicas que permancem na grandeza da esperança...como se espera o próximo beijo da amada...
Como amo!...
E ali onde, no mar que separa, pudessem surgir as canções de amor....gritos de ânsia, gritos de quem não se angustia com a voz certa e errada que só o tempo pode ser dono de sua sabedoria!
Alí, onde a mulher linda do sonho que me traz calor é mais que um hiato do meu desamparo.
Vivam poetas anjos....vivam anjos que nunca souberam ser poetas ou criadores de algo que fosse aa esperança.
Vivam as mulheres que choram os amantes grandes e enormes dos quais abdicaram!!!
Vivam as lágrimas e os sorrisos de todos os que se fazem transeuntes da vida do próximo!!
Anjo....anjo tantas e mais vezes, até que a minha loucura que enche dias e noites me dê trégua!
E aí, escreverei de amor, paixão e redenção.
Escreverei desta poesia hoje tão ausente!!!
Na poesia....Anjos que não são anjos,voltam. A poesia é, só, uma linguagem que nunca existiu...A falácia de vender imagens escritas como apelos de sedução sem retorno....porque a poesia é o certo advento anunciado na inexistência de algo!
Não são relevantes, linguagens universais criadas em movimento...não é relevante clamar pelo anseio e desejo quando tanto foi, clamado sem demasiada convicção.
A poesia é uma imagem e expressão de vaidade...as musas eram tão sólidas como as formas da noite que se vão com a luz dos dias.
A poesia se é que ela existiu, era um conto onde um candidato a poeta fazia das palavras, tinta para os quadros que eram pintados em sua totalidade a branco.
As telas brancas, são como o convite para que os contrastes rasguem a sua pureza vazia.
A poesia é companheira dos poetas, que um dia desejam rasgar mais o que foi escrito, sem ser escrito, querer escrever novas palavras....E assim, nesse ponto, eu, um poeta de brancos deixo minhas páginas esperando que os contrastes e as musas, achem palavras em minhas páginas....
Agora elas, são inexistentes....agora elas, são buscas ansiosas que não sei serem o mérito que possa chegar neste silêncio....porque a poesia é um apelo que vêm da essência....e a essência não mais existe. A essência é tão igual ao olhar que procura algo e, nunca encontra...a essência é o brilho do olhar em que o tempo que se esvaviu, tornou baço.
A voz do Anjo Israfel é agora um solilóquio. Os djins do deserto estão mudos e onde havia música celeste, há espaço entre sons...há palavras que não podem ser proclamdas. Há palavras que se perderam e jamais virão....E aí é onde a poesia, acabou...E o poeta que nunca o foi, se rendeu á fotografia de uma última renúncia.
Não existem mais corpos, sem ser esses que vão do início ao fim das minhas quimeras....não existem mais corpos e juras de amor que habitem as minhas mémorias como lei de presença perene.
Não existe mais poesia que me leve ao calor...e o frio é sempre a certeza de ser as noites em que saio á procura, nas discussões com o destino, por respostas, ao que não vêm....
Onde andam braços, onde anda o olhar doce e aquele toque no rosto que devolve a forma que se julgou perdida?
Onde anda o carinho que as últimas 500 noites e a busca sufocante da felicidade, tornaram o pesadelo que só a indigêcia sabe explicar?
Onde andam as respostas que vêm, nos braços laçados na cintura e que trazem o corpo em falta como abraço que se faz eterno diante das muralhas velhas cidades?
Como amo!....como amo a memória das músicas que permancem na grandeza da esperança...como se espera o próximo beijo da amada...
Como amo!...
E ali onde, no mar que separa, pudessem surgir as canções de amor....gritos de ânsia, gritos de quem não se angustia com a voz certa e errada que só o tempo pode ser dono de sua sabedoria!
Alí, onde a mulher linda do sonho que me traz calor é mais que um hiato do meu desamparo.
Vivam poetas anjos....vivam anjos que nunca souberam ser poetas ou criadores de algo que fosse aa esperança.
Vivam as mulheres que choram os amantes grandes e enormes dos quais abdicaram!!!
Vivam as lágrimas e os sorrisos de todos os que se fazem transeuntes da vida do próximo!!
Anjo....anjo tantas e mais vezes, até que a minha loucura que enche dias e noites me dê trégua!
E aí, escreverei de amor, paixão e redenção.
Escreverei desta poesia hoje tão ausente!!!
sábado, janeiro 13, 2007
O Anjo (por hoje) voltou...Reevertere ad locum tuum.
Como a estranha bailarina púrpura, que rodopia na estranha elegia de um tango que nunca sonhou dançar...ali onde o crepúsclo do som da voz feneceu. Ele e só, mora....
O exercício doloroso dos poetas da voz muda. Aqui em estranhas latitudes, aqui em minutos esguíos de solidão. Aqui onde há calor e frio. Faces da mesma existência. Aqui nó movimento felino do apelo. Aqui onde poetas que são sombras que fazem imagens de sua presença passada.
Houve todo o tempo, o peso irreversível de nós mesmos, sem nos convencermos de tal atributo, marcou seus passos. De tal dádiva de sabermos o limite de toda a pele e o romance de trágedia e comédia que vêm bela a cada manhã e que surge perdida no tempo, estaremos cómodos de sermos nós.
Aqui os anjos regressam com voz e pluma muda, para abrir o ar do seu canto. De bardos de estórias tão belas e perenes....De lirícos do silêncio. Dos versadores da lembrança, a cada face estranha que todos os dias, mostramos no nosso denunciado caminho...
Talvez os anjos se calem por vezes...para se lembrarem que as palavras não se podem usar ao acaso. Que as palavras são os dedos que tocam os corpos. Que são a luz do desejo. E os desejos coloridos e esquálidos,que cada pintor de um quadro, chamado Vida, marca na tela do seu imaginário.
Há quem veja a circular imagem dos sonhos adiados...há quem por desejo toque os corpos tão demasiadamente ausentes....Há quem possa e ouse morder todos os orgulhos quando se vê fenecer....Há estertores....há poetas e tão só poetas...há amores étereos que matam. Há mil formas de ternura esquecidas.
Há camas viradas do gélido de tanto espaço que resta para um só...há tanto de poesia esquecida nos dias
Como a estranha bailarina púrpura, que rodopia na estranha elegia de um tango que nunca sonhou dançar...ali onde o crepúsclo do som da voz feneceu. Ele e só, mora....
O exercício doloroso dos poetas da voz muda. Aqui em estranhas latitudes, aqui em minutos esguíos de solidão. Aqui onde há calor e frio. Faces da mesma existência. Aqui nó movimento felino do apelo. Aqui onde poetas que são sombras que fazem imagens de sua presença passada.
Houve todo o tempo, o peso irreversível de nós mesmos, sem nos convencermos de tal atributo, marcou seus passos. De tal dádiva de sabermos o limite de toda a pele e o romance de trágedia e comédia que vêm bela a cada manhã e que surge perdida no tempo, estaremos cómodos de sermos nós.
Aqui os anjos regressam com voz e pluma muda, para abrir o ar do seu canto. De bardos de estórias tão belas e perenes....De lirícos do silêncio. Dos versadores da lembrança, a cada face estranha que todos os dias, mostramos no nosso denunciado caminho...
Talvez os anjos se calem por vezes...para se lembrarem que as palavras não se podem usar ao acaso. Que as palavras são os dedos que tocam os corpos. Que são a luz do desejo. E os desejos coloridos e esquálidos,que cada pintor de um quadro, chamado Vida, marca na tela do seu imaginário.
Há quem veja a circular imagem dos sonhos adiados...há quem por desejo toque os corpos tão demasiadamente ausentes....Há quem possa e ouse morder todos os orgulhos quando se vê fenecer....Há estertores....há poetas e tão só poetas...há amores étereos que matam. Há mil formas de ternura esquecidas.
Há camas viradas do gélido de tanto espaço que resta para um só...há tanto de poesia esquecida nos dias
segunda-feira, novembro 15, 2004
A face completa do Amor ( ou A minha doce Musa. Meu sonho. Minha Vida)
Sonho és, mulher doce que me devolveste na ponta de teus dedos, a forma do meu rosto.
Que bebeste nas minhas lágrimas o néctar do teu sorriso de encanto, que me invade.
Que do teu silêncio fizeste as palavras da mais bela poesia que escrevi.
Que do teu corpo fizeste o leito mais plácido onde descanso.
Que de teus olhos fizeste brilho de mil sóis que me alumiam, e me dão calor.
Que do teu desejo me fizeste a vontade de ser mais e mais teu. Até a luz se esvair...
Que da tua vida me fizeste certeza de morrer em teus braços. Docemente...
Que do teu medo me fizeste contendente que não renega a luta.
Que de tuas preçes me fizeste um anjo que se eleva à condição divina da perfeição imperfeita.
Que do teu sonho me fizeste real e eterno em minha realidade.
Que do teu sexo fizeste meu desejo e entrega.
Que do teu mundo fizeste minha casa. Aquela onde sempre quis viver... Aquele lugar que chamo Lar.
Que da tua esperança fizeste o tudo o que te sei dar. O que te irei dar.
Sonho és...Mais que sonho serás. Tu. A face perfeita do amor. Onde encontro e marco o caminho que só contigo, farei... O caminho que é nosso. Belo. Lindo. Eterno. Para sempre... Como o meu amor que me ensinas...
João Tomaz
Sonho és, mulher doce que me devolveste na ponta de teus dedos, a forma do meu rosto.
Que bebeste nas minhas lágrimas o néctar do teu sorriso de encanto, que me invade.
Que do teu silêncio fizeste as palavras da mais bela poesia que escrevi.
Que do teu corpo fizeste o leito mais plácido onde descanso.
Que de teus olhos fizeste brilho de mil sóis que me alumiam, e me dão calor.
Que do teu desejo me fizeste a vontade de ser mais e mais teu. Até a luz se esvair...
Que da tua vida me fizeste certeza de morrer em teus braços. Docemente...
Que do teu medo me fizeste contendente que não renega a luta.
Que de tuas preçes me fizeste um anjo que se eleva à condição divina da perfeição imperfeita.
Que do teu sonho me fizeste real e eterno em minha realidade.
Que do teu sexo fizeste meu desejo e entrega.
Que do teu mundo fizeste minha casa. Aquela onde sempre quis viver... Aquele lugar que chamo Lar.
Que da tua esperança fizeste o tudo o que te sei dar. O que te irei dar.
Sonho és...Mais que sonho serás. Tu. A face perfeita do amor. Onde encontro e marco o caminho que só contigo, farei... O caminho que é nosso. Belo. Lindo. Eterno. Para sempre... Como o meu amor que me ensinas...
João Tomaz
sexta-feira, novembro 12, 2004
Um beijo Tropical ( ou a força do sonho inquieto da esperança.)
Descubro o abraço plácido de um verde tão demasiado grande. Avassalador. Impávido colosso.
O teu abraço é a fonte onde bebo o sentido da palavra desejo. A face completa do amor que me obriga a deixar nos antípodas dos medos passados, a trágica marcha de uma nostalgia que tantas vezes se fez poesia. Abrupta, escrita e sentida. Vivida a pulso, e marcando a cada passo o caminho de um encontro belo, sobre todos os desencontros. A trova escondida, onde sinto forte a chegada do dia sublimado que me acompanhará até ao findar da luz. Ao findar da vida que não vencerá a força do meu querer, por ti. O dia sublimado em que te encontrei.
Ensinarei a quem me escutar, que cada poeta vence a morte na força do beijo. Na força do toque que é mais que, as palavras que escreve. Perpétuas...
Mais que o meu poema, o teu poema chega no sorriso...chega no teu sussurar doce. Na beleza comovente do teu rosto quando adormeçido.
Venho da força da poesia, gritar a força do meu sonho que te abraça a cada momento. E sei que esse verde gigantesco que nos envolve é tão menor que o Amor... esse que nos inventámos e ao qual demos razão. O nosso... Onde somos um só, para lá da morte.
Amo-te para lá do Amor... tão menor que nós mesmos. Amo-te, meu sentido...minha vida.
Descubro o abraço plácido de um verde tão demasiado grande. Avassalador. Impávido colosso.
O teu abraço é a fonte onde bebo o sentido da palavra desejo. A face completa do amor que me obriga a deixar nos antípodas dos medos passados, a trágica marcha de uma nostalgia que tantas vezes se fez poesia. Abrupta, escrita e sentida. Vivida a pulso, e marcando a cada passo o caminho de um encontro belo, sobre todos os desencontros. A trova escondida, onde sinto forte a chegada do dia sublimado que me acompanhará até ao findar da luz. Ao findar da vida que não vencerá a força do meu querer, por ti. O dia sublimado em que te encontrei.
Ensinarei a quem me escutar, que cada poeta vence a morte na força do beijo. Na força do toque que é mais que, as palavras que escreve. Perpétuas...
Mais que o meu poema, o teu poema chega no sorriso...chega no teu sussurar doce. Na beleza comovente do teu rosto quando adormeçido.
Venho da força da poesia, gritar a força do meu sonho que te abraça a cada momento. E sei que esse verde gigantesco que nos envolve é tão menor que o Amor... esse que nos inventámos e ao qual demos razão. O nosso... Onde somos um só, para lá da morte.
Amo-te para lá do Amor... tão menor que nós mesmos. Amo-te, meu sentido...minha vida.
domingo, setembro 19, 2004
Os pactos do silêncio ( A velocidade escaldante. )
Na placidez silenciosa das águas que espelham um ténue Sol de Inverno, resgate-se a memória disrupta, e brinde-se à vertigem de um beijo ausente e perene em sua ausência. Formatos da loucura. A passado em continuidade...Tic...Tac...Tic...Tac. Um relógio chamado Fim. Aproximação perigosa. Vertigem de vazio. Há imagens dolorosas que impelem os poetas à escrita. Há lamentos que nunca se espraiam num rosto cerrado. A solidão busca vitímas perfeitas... os seres que a procuram como travo amargo e destrutivo....muito embora ansiada e desejada.
Ao medo, uma promessa de amor... Deitar-me-ei com ele todas as noites...fechando com ele solilóquios onde a juramentada carência de desejo se faz companhia única. As conversas com um Deus insipido e castigador.... A ira divina...A impotência humana...Duas medidas de grandeza e miséria. Em tudo semelhantes....Idênticas. Uma ode ao Nada... A ninguém...Nem sequer eu mesmo...
A mulher passada, fitou-me sem calor... Torno-me insensível, nas palavras de um ente que me procura resgatar sem sucesso. Nas palavras de Rimbaud, "o meu cepticismo tornou-se demasiado perigoso, e agora a única ansiedade que sinto é por poder sentir minha loucura em plenitude. ". O meu silêncio é o silêncio ancestral. A minha vida é a vida ancestral. O meu vazio...sem forma, existe. Trabalho prolífico do ser que se prostra olhando um tecto...que continua a abater-se. O espaço reduzido....à memória que oprime. Nas cidades do Norte, as mulheres que comigo se deitavam, desconheciam os contornos das frases de Poeta. Desconheciam as frases de torpor do desespero. Com todas dormi, esperando redenção. Esperando que a efemeridade se encarregasse do restante caminho de encontro. Apenas soube conter as lágrimas que ansiei verter em momentos e sorrir às imagens interiores de desolação. Hoje nas cidades do Norte habitam, fantasmas de mulheres que possuem outros toques, outros corpos, anunciam a minha quase morte. Requiem pela quimera sépia de um poeta, demasiado estranho para um perdão... Os sentimentos são os sinos que tocam a rebate....Lá vai a mémoria de um corpo que se dissipou. In pace domine. Iriemus nostri
João Tomaz Rodrigues (ebn_al_zaqqaq@hotmail.com)
Na placidez silenciosa das águas que espelham um ténue Sol de Inverno, resgate-se a memória disrupta, e brinde-se à vertigem de um beijo ausente e perene em sua ausência. Formatos da loucura. A passado em continuidade...Tic...Tac...Tic...Tac. Um relógio chamado Fim. Aproximação perigosa. Vertigem de vazio. Há imagens dolorosas que impelem os poetas à escrita. Há lamentos que nunca se espraiam num rosto cerrado. A solidão busca vitímas perfeitas... os seres que a procuram como travo amargo e destrutivo....muito embora ansiada e desejada.
Ao medo, uma promessa de amor... Deitar-me-ei com ele todas as noites...fechando com ele solilóquios onde a juramentada carência de desejo se faz companhia única. As conversas com um Deus insipido e castigador.... A ira divina...A impotência humana...Duas medidas de grandeza e miséria. Em tudo semelhantes....Idênticas. Uma ode ao Nada... A ninguém...Nem sequer eu mesmo...
A mulher passada, fitou-me sem calor... Torno-me insensível, nas palavras de um ente que me procura resgatar sem sucesso. Nas palavras de Rimbaud, "o meu cepticismo tornou-se demasiado perigoso, e agora a única ansiedade que sinto é por poder sentir minha loucura em plenitude. ". O meu silêncio é o silêncio ancestral. A minha vida é a vida ancestral. O meu vazio...sem forma, existe. Trabalho prolífico do ser que se prostra olhando um tecto...que continua a abater-se. O espaço reduzido....à memória que oprime. Nas cidades do Norte, as mulheres que comigo se deitavam, desconheciam os contornos das frases de Poeta. Desconheciam as frases de torpor do desespero. Com todas dormi, esperando redenção. Esperando que a efemeridade se encarregasse do restante caminho de encontro. Apenas soube conter as lágrimas que ansiei verter em momentos e sorrir às imagens interiores de desolação. Hoje nas cidades do Norte habitam, fantasmas de mulheres que possuem outros toques, outros corpos, anunciam a minha quase morte. Requiem pela quimera sépia de um poeta, demasiado estranho para um perdão... Os sentimentos são os sinos que tocam a rebate....Lá vai a mémoria de um corpo que se dissipou. In pace domine. Iriemus nostri
João Tomaz Rodrigues (ebn_al_zaqqaq@hotmail.com)
quarta-feira, setembro 01, 2004
Sobre os anjos silenciosos (e seus silêncios)
Dissipação...sobre os longo minutos em que na treva se procura a luz que traga consigo contornos. Que defina formas... A solidão é um estado demencial. O mesmo em que vivo.
A que estranho silêncio se pode entregar a alma... Nos desenhos deste estranho Inferno, não cabem os lirismos, demasiado plácidos e metafóricos para traduzirem sentimentos que qual glaciais frios me varrem a alma. Nos espaços, em que canto em surdina estranhas missas de Requiem pela minha memória. Um displicência atroz mergulhar neste olhar vazio...Agora sim, a esqualidez invade-me a cada momento. Agora que tenho uma alma que não sabia ter... Que nunca quis ter. Como me poderei devolver a poesia...aquela sonhadora companheira que em mim se emudeceu... A solidão é um estado demencial. Os dias marcam em mim, a cadência de um Fio de Ariane...tão susceptível de ser cortado. Nada sou em nenhum imaginário...nem mesmo no meu. Cansado de uma imagem que num espelho que distorce imagens, não logro reconhecer. Onde poderei iluminar os caminhos da noite que palmilho... A noite no dia, a noite na noite...Dia após dia... Silencioso Anjo que caí...que caí... Nem uma só lágrima ao erguer preçes a deuses que não me amparam... Sem desígnio, sem plano, apenas os gestos estudados e automáticos do disfarçe... Maldição de uma alma frágil...que se parte. A solidão é um estado demencial.
Julguei ter ambição súblime... possuir amor maior que eu... Viver neste sentido e sentimento, a plenitude. Agora que me escapa como neblina que se dissipa na manhã que o Sol anuncia... Nunca a noite fria se compadece de quem sofre assim... O sono não afasta o cansaço. A poesia torna-se essa estranha linguagem que só eu, em solilóquio, compreendo. E tudo o que vivo se torna tão dolorosamente real. A solidão é um estado demencial. FIM.
JEFF BUCKLEY SO REAL
Love, let me sleep tonight on you couch
And remember the smell of the fabric
Of your simple city dress
Oh... that was so real
We walked around til the moon got full like a plate
The wind blew an invocation and I fell asleep at the gate
And I never stepped on the cracks ’cause I thought I’d hurt my mother
And I couldn’t awake from the nightmare that sucked me in and pulled me under
Pulled me under
Oh... that was so real
I love you, but I’m afraid to love you
I love you, but I’m afraid to love you
Dissipação...sobre os longo minutos em que na treva se procura a luz que traga consigo contornos. Que defina formas... A solidão é um estado demencial. O mesmo em que vivo.
A que estranho silêncio se pode entregar a alma... Nos desenhos deste estranho Inferno, não cabem os lirismos, demasiado plácidos e metafóricos para traduzirem sentimentos que qual glaciais frios me varrem a alma. Nos espaços, em que canto em surdina estranhas missas de Requiem pela minha memória. Um displicência atroz mergulhar neste olhar vazio...Agora sim, a esqualidez invade-me a cada momento. Agora que tenho uma alma que não sabia ter... Que nunca quis ter. Como me poderei devolver a poesia...aquela sonhadora companheira que em mim se emudeceu... A solidão é um estado demencial. Os dias marcam em mim, a cadência de um Fio de Ariane...tão susceptível de ser cortado. Nada sou em nenhum imaginário...nem mesmo no meu. Cansado de uma imagem que num espelho que distorce imagens, não logro reconhecer. Onde poderei iluminar os caminhos da noite que palmilho... A noite no dia, a noite na noite...Dia após dia... Silencioso Anjo que caí...que caí... Nem uma só lágrima ao erguer preçes a deuses que não me amparam... Sem desígnio, sem plano, apenas os gestos estudados e automáticos do disfarçe... Maldição de uma alma frágil...que se parte. A solidão é um estado demencial.
Julguei ter ambição súblime... possuir amor maior que eu... Viver neste sentido e sentimento, a plenitude. Agora que me escapa como neblina que se dissipa na manhã que o Sol anuncia... Nunca a noite fria se compadece de quem sofre assim... O sono não afasta o cansaço. A poesia torna-se essa estranha linguagem que só eu, em solilóquio, compreendo. E tudo o que vivo se torna tão dolorosamente real. A solidão é um estado demencial. FIM.
JEFF BUCKLEY SO REAL
Love, let me sleep tonight on you couch
And remember the smell of the fabric
Of your simple city dress
Oh... that was so real
We walked around til the moon got full like a plate
The wind blew an invocation and I fell asleep at the gate
And I never stepped on the cracks ’cause I thought I’d hurt my mother
And I couldn’t awake from the nightmare that sucked me in and pulled me under
Pulled me under
Oh... that was so real
I love you, but I’m afraid to love you
I love you, but I’m afraid to love you
quinta-feira, julho 01, 2004
Sobre a espera...bendita, infinita e aflita... Sobre o mar e suas latitudes.
Sobre poetas....e as palavras Tomaz d´Orta
26 de Junho de 2004.
Uma busca silenciosa, de um olhar e do corpo amante.
Prescrutantes à indolente entrega ao desejo próximo.
As fotos são a ternura. A marca das horas que passo, sem as noites em que tuas maõs palmilham o meu corpo, emprestando-lhe uma forma.
As vozes não se fecham nesse toque. Mas para quê as palavras?
Os corpos que amam prescindem das frases. Torna-se desnecessário transpor emoções em verbos e vocábulos. A acção faz-se beijo, abraço e silêncio. Lá, onde mais se fala de ausências e estandartes de peito derrubados.
Ganham-se os brilhos na treva da noite.
Ganham-se os sentidos, no meio das multidões prodigiosas, mas tavez, sem sentido.
E uma sensação nitida que nos invade. O sabermos do coração exultante, que explode na ânsia opressiva do abandono ao mais belo Amor.
Encontram-se as imagens da plenitude... Há poetas que vivem em Céu ou Inferno e morrem em vislumbres de Amor, ou Paixão, ou Desejo.
Há tiranias de absolutos que se relativizam. Mas absolutos são, em momentos, amantes e amados... Sem termo...Perenes...Infinitos. Iguais às frases, aos corpos, aos olhares, aos Silêncios... Iguais a ti.
Sobre teu corpo, salto mares. Sobre teu olhar, subo ao Céu. Sobre teu beijo, desco aos plácidos Infernos. Onde uma penitência bendita sempre me traz a ti.
Onde tanto silêncio, se quebra na maior conquista.
Onde tanta noite... Morre num só corpo. O teu...
Onde tanto desejo se condensa numa só palavra. A minha. Que te procura e procura... Até ao encontro.
-------------------------------------------------------------
Junto amalgamas de palavras, procurando um sentido cheio aos vazios... A postúma memória do desespero... Agora presente, mas inócua...Indolor...muito embora, incomensurávelmente presente. Sonho nas noites com o encontro... palavra rendida à esqualidez das dissipações... Sonho com o encontro, próximo e ausente... Sonho com quem vença o silêncio dos poetas -doença letal entre os mesmos-. Os poetas escrevem de dor, escrevem de amor, sentem...Silêncio é ausência...É morte. É desespero. É encontrar a rendição ao Nada consentido. As vaias ou o riso, pouco conseguem animar um rei novo mas impotente, rico mas já senil e tardam as belas damas que trarão consigo as novas palavras que se imortalizarão em sentimentos de eterno retorno a uma felicidade, que nunca se possuiu...e se julgou conheçer a espaços. Por isso, o amor vencerá, para que os poetas jamais fiquem mudos. Ao amor, um brinde e uma promessa...Serei teu eterno seguidor, ainda que nunca volte ao teu seio. Ao teu abraço...ao teu aconchego. Tomaz
Sobre poetas....e as palavras Tomaz d´Orta
26 de Junho de 2004.
Uma busca silenciosa, de um olhar e do corpo amante.
Prescrutantes à indolente entrega ao desejo próximo.
As fotos são a ternura. A marca das horas que passo, sem as noites em que tuas maõs palmilham o meu corpo, emprestando-lhe uma forma.
As vozes não se fecham nesse toque. Mas para quê as palavras?
Os corpos que amam prescindem das frases. Torna-se desnecessário transpor emoções em verbos e vocábulos. A acção faz-se beijo, abraço e silêncio. Lá, onde mais se fala de ausências e estandartes de peito derrubados.
Ganham-se os brilhos na treva da noite.
Ganham-se os sentidos, no meio das multidões prodigiosas, mas tavez, sem sentido.
E uma sensação nitida que nos invade. O sabermos do coração exultante, que explode na ânsia opressiva do abandono ao mais belo Amor.
Encontram-se as imagens da plenitude... Há poetas que vivem em Céu ou Inferno e morrem em vislumbres de Amor, ou Paixão, ou Desejo.
Há tiranias de absolutos que se relativizam. Mas absolutos são, em momentos, amantes e amados... Sem termo...Perenes...Infinitos. Iguais às frases, aos corpos, aos olhares, aos Silêncios... Iguais a ti.
Sobre teu corpo, salto mares. Sobre teu olhar, subo ao Céu. Sobre teu beijo, desco aos plácidos Infernos. Onde uma penitência bendita sempre me traz a ti.
Onde tanto silêncio, se quebra na maior conquista.
Onde tanta noite... Morre num só corpo. O teu...
Onde tanto desejo se condensa numa só palavra. A minha. Que te procura e procura... Até ao encontro.
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Junto amalgamas de palavras, procurando um sentido cheio aos vazios... A postúma memória do desespero... Agora presente, mas inócua...Indolor...muito embora, incomensurávelmente presente. Sonho nas noites com o encontro... palavra rendida à esqualidez das dissipações... Sonho com o encontro, próximo e ausente... Sonho com quem vença o silêncio dos poetas -doença letal entre os mesmos-. Os poetas escrevem de dor, escrevem de amor, sentem...Silêncio é ausência...É morte. É desespero. É encontrar a rendição ao Nada consentido. As vaias ou o riso, pouco conseguem animar um rei novo mas impotente, rico mas já senil e tardam as belas damas que trarão consigo as novas palavras que se imortalizarão em sentimentos de eterno retorno a uma felicidade, que nunca se possuiu...e se julgou conheçer a espaços. Por isso, o amor vencerá, para que os poetas jamais fiquem mudos. Ao amor, um brinde e uma promessa...Serei teu eterno seguidor, ainda que nunca volte ao teu seio. Ao teu abraço...ao teu aconchego. Tomaz